A Janela

A Janela
Desta janela vejo o tempo, a vida e o mundo
Vejo a noite que surge, aveludada e fria, a espraiar-se no horizonte
Pela cidade, as luzes enfeitam as sombras que vestem os edifícios
Calam-se as aves, o rumor das multidões, do trânsito incessante
Esses tons quentes do sol que se espreguiçou antes de se dissolver no mar
Metamorfosearam-se em violetas e rosas doces, breves…
Para deixarem que os céus se tinjam de negro, pintalgados de estrelas tremeluzentes
Astros mortos e que apesar disso ainda brilham, longe…
Dessa janela onde fica a minha alma alcandorada
Aguardo paciente que regresses, que me embales e cantes
Sobre o tempo, a vida e o mundo
Para que eu feche a janela e repouse, feliz!

Um lindo e intenso poema, de uma subjectividade interessante. Parabéns! A foto é inspiradora.
ResponderEliminarAdelina
Obrigada Adelina pelas suas palavras! Conto que volte regularmente.
ResponderEliminarBjs
Adorei essa janela.
ResponderEliminarÉ de um lugar muito especial: Cooperativa de Atividades Artísticas Árvore, onde sou cooperadora. A esta hora - no final do dia- é uma imagem soberba da cidade do Porto.
ResponderEliminarTudo de bom.
Bjs