Ao Gato!

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Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.


Fernando Pessoa, obra édita


 

Comentários

  1. Um bonito poema de Fernando Pessoa com uma maravilhosa fotografia a acompanhar!
    Beijinhos Olga
    Uma Semana Feliz!

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  2. A minha gatinha não é gato da rua, como o gatinho do poema do Fernando Pessoa, mas é uma boa companheira, maravilhosa... e fotogénica!
    Obrigada Luísa pela visita.
    Uma semana feliz
    Bjs

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  3. Bichinho maravilhoso! Poema magnífico!!!
    Um beijinho
    Lurdes

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  4. Bonita homenagem à tua gatinha!
    Beijos
    E.

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  5. É a minha amiguinha, um doce de gata!
    O poema revela mais do que parece.
    Obrigada pela visita
    Bjs

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  6. Sim, é mesmo uma homenagem ou antes gatonagem ela merece, mas não está nem aí, ficou indiferente... só quer apanhar os seus banhos de sol.
    Bjs

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