Ei-lo que chegou!

Ei-lo novamente! Engalanando de geada que, tal como filigrana, vai adornando finamente cada pedaço da Natureza. Das árvores despidas de folhas, nascem adereços de cristal em forma de pêndulos de gelo. A neblina adensa-se deixando tudo envolto em mistério. Os sons são secos, abafados por este inevitável corolário.
Tudo é calma, serenidade. Ouve-se ao longe um piado longo, em grito, é uma coruja que desabrigada do seu esconderijo vem recebê-lo.
Escutam-se passos, arrastados, restolhando sobre a camada de folhas secas, ele está aí. Pesado no caminhar, mas leve na presença. Traz consigo, envolto pelo seu longo manto, as joias da humanidade: a Esperança, a Saudade e o Recolhimento. Pela mão enluvada conduz ternamente a Perseverança, que cresce em cada caminhada feita pelas cidades, pelas aldeias deste Mundo.
Quantos nascimentos acolhe em si, vidas novas outras longas! São vidas de seres fortes, resilientes os que nele vieram ao mundo, pois não poderiam ser de outra forma, de outro espírito os que escolheram nascer no último mês do ano, o mais frio e também especial.
Vem cansado, para e arqueia o largo peito num respirar fundo, deixa o cajado que o ajuda a caminhar encostado ao velho sobreiro e senta-se no que outrora fora uma altiva árvore. A Perseverança aproveita a pausa e corre a brincar, juntando folhas para lhes cair em cima, aos saltos, soltando risos de contentamento. As árvores enfeitam-se de aves que trinam em uníssono a canção do Inverno, despedindo-se do irmão Outono.
Ele consola-se ao vê-la brincar, tem ainda tanto para crescer! Com gestos calmos tira do interior do manto as três joias. Estas, sentindo o calor da sua mão já sem a luva que a cobrira, adensam-se de luz ganhando uma intensidade tal que ofusca o olhar. Ele sopra e elas dispersam-se na neblina.
O azevinho começa a crescer, como por magia, onde ele se sentou, entrelaça-se nas suas pernas e estende-se pelo tronco oco e sem vida, depois continua a medrar pela berma do caminho.
O dia está a chegar ao fim. Ele cobre-se com o manto e funde-se na árvore anciã, naquele tronco do que foi e que agora é novamente Vida.
Acendem-se as luzes no bosque, nas cidades, nas aldeias e no Mundo.
Dezembro chegou!
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Lindo!
ResponderEliminarDia Feliz, Querida Olga!
Muito bonito!
ResponderEliminarUm feliz feriado!
Gosto do mês de Dezembro.
ResponderEliminarBeijinhos
Que lindo tributo a Dezembro
ResponderEliminarBeijinhos Olga
Resto de Dia Feliz
Texto maravilhoso para dar as boas-vindas a Dezembro. Adorei Olga.
ResponderEliminarQue a vida te sorria e que este mês te traga muitas coisas boas, tu mereces.
Um beijo
Lurdes
bom dia
ResponderEliminaras palavras são perfeitas e o conto mágico. adorei obrigada
beijos e feliz dia
Olá minha amiga!
ResponderEliminarUm dia feliz também para ti.
Obrigada pela tua visita
Bjs
Obrigada amigo Cheia. Foi um feriado muito especial em celebração do aniversário de de alguém, também, muito especial para mim.
ResponderEliminarTudo de bom
Bjs
Também gosto, na família é o mês com muitos aniversários 🎉
ResponderEliminarFica bem amiga
Bjs
Grata querida Luísa pela visita.
ResponderEliminarTudo de bom para ti e família.
Bjs
Minha querida amiga Lurdes
ResponderEliminarAgradeço de coração as tuas palavras. Que este mês também te traga tudo de bom.
Bjs
Querida Ana,
ResponderEliminarFico grata pela tua amizade e a bondade em me vires visitar por aqui.
Fica bem
Bjs
querida Olga e eu fico grata por partilhares a magia da tua escrita beijinhos
ResponderEliminarTributo lindo e maravilhoso!
ResponderEliminarLer o seu texto quase um conto, deixou-me maravilhado e sonhador com tamanha beleza descritiva.
ResponderEliminarUm abraço, J.Matos
Muito agradecida pela visita e pelo comentário.
ResponderEliminarBjs
Grata pelas palavras que me deixaram de coração cheio.
ResponderEliminarTudo de bom J.Matos e com saúde.
Bjs
💛✨
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