Escrita ficcionada

«O mundo vivia em tormento pela falta de água. O Norte da Europa e a América do Norte estavam debaixo de um frio intenso e prolongado que lhes congelara as suas reservas de água. Os países a sul da Europa, da América Central e do Sul, devido às longas secas viam os rios secarem em questões de dias e os aquíferos, grandes depósitos naturais de água potável, estavam stressados devido ao uso intensivo para a agricultura e indústria, outros já estavam contaminados com a poluição industrial. Faziam-se estudos e avaliações para se encontrar uma solução urgente, muitas opiniões e teorias eram formuladas, a verdade é que nada se resolvia e já havia as primeiras vítimas da falta deste precioso líquido e confrontos resultantes de assaltos às lojas, onde ainda a disponibilizavam a preços exorbitantes. Tornara-se o ouro transparente do século XXI!
Discretamente, iam surgindo informações nas redes sociais sobre a privatização da água e a sua cotação em bolsa à semelhança do petróleo. Uma grande empresa europeia estava associada a esta privatização. Os blocos informativos na tv noticiavam sobre as alterações climáticas, do desaparecimento radical das abelhas melíferas e outros insetos úteis para a polinização. Numerosas aves morriam diariamente, peixes de grande profundidade davam à costa dos países mais a sul da Europa, oriundos da imensidão do Oceano Atlântico, do Mar do Norte e do Mar Báltico. Nas costas da América do Sul surgiam todos os dias carcaças de tubarões e outros animais marinhos que circulam por estes zonas mais amenas. As populações ouviam estes desastres, mas a sua preocupação constante era a falta de água, os preços e a escassez de alguns alimentos, os animais e a Natureza continuavam a ser irrelevantes. Esporadicamente formavam-se manifestações para alertar consciências e governos, lideradas por uma organização que amiúde aparecia nas notícias – a GreenLife, porém estas demosntrações acabavam sempre em violência e radicalismos desnecessários, colocando em causa a verdade da mensagem. Esta organização era liderada por grandes cientistas, biólogos e investigadores aos quais se tinham associado os mais variados apoiantes como professores, estudantes, médicos, trabalhadores assalariados, todos descontentes com o rumo que a vida e a Natureza estavam a tomar. Segundo eles, estes acontecimentos eram fruto da intervenção criminosa de grandes organizações e poderes ocultos que tinham como objetivo dominar o mundo e instaurar um Governo Mundial, para isso causavam todo este caos – instabilidade financeira, insegurança nas populações, crises políticas, escassez de diversos bens de consumo, subida de preços e convulsões sociais…»
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Excerto do romance de ficção Mãe d'Água por Olga Cardoso Pinto

Uma realidade já ali ao virar da esquina...?
ResponderEliminarPelo excerto acredito que seja um romance lindíssimo de ler, com uma narrativa fascinante
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos
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Uma ficção muito real...
ResponderEliminarResto de dia Feliz!
(ADORO a imagem!)
Texto profético!
ResponderEliminarUma visão do futuro?
ResponderEliminarBoa tarde!
Beijinhos
Olá Olga! Como sempre muito bom.
ResponderEliminarBeijo, Lurdes🥰
Esperemos bem que não, que seja mera ficção mesmo.
ResponderEliminarGrata pela visita Malik.
Bjs
Muito obrigada pelo apoio nas suas palavras Ricardo.
ResponderEliminarFique bem.
Bjs
Amiga, agradeço a visita e o teu comentário.
ResponderEliminarVotos de um excelente dia de sol.
Bjs
Espero que não caro amigo.
ResponderEliminarAgradeço a simpatia da sua visita.
Bjs
A escrita deste romance foi iniciada em 2012 e finalizada em 2019, foram muitos os relatórios lidos sobre o assunto e pesquisas feitas para que o tema fosse o mais realista possível. Por tal, espero que ainda haja tempo e consciência para evitar este futuro próximo.
ResponderEliminarGrata pela visita e feliz dia Cheia.
Bjs
Obrigada querida amiga pelo constante apoio e amizade.
ResponderEliminarFica bem.
Bjs