Sabedoria

Sabedoria
Desde que tudo me cansa,
Comecei eu a viver.
Comecei a viver sem esperança...
E venha a morte quando
Deus quiser.
Dantes, ou muito ou pouco,
Sempre esperara:
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco
Voava das estrelas à mais rara;
Outras, tão pouco,
Que ninguém mais com tal se conformara.
Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sei que já nada é meu senão se o não tiver;
Se quero, é só enquanto apenas quero;
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar...
E venha a morte quando Deus quiser.
Mas, com isto, que têm as estrelas?
Continuam brilhando, altas e belas.
José Régio, in “Poemas de Deus e do Diabo”
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Foto: a bela vista para o jardim pela janela da Casa de José Régio em Vila do Conde
Poema outonal na forma de olhar a vida.
ResponderEliminarGostei muito da vista da sua janela.
Grande poeta!
ResponderEliminarHá cá em casa quem tenha sido aluno dele... em Portalegre!
Excelente partilha!
ResponderEliminarBoa semana, Olga
Beijinhos
Profundo este poema!
ResponderEliminarProfundo o poema e bonita a foto!
ResponderEliminarBelas palavras de Régio!
ResponderEliminarObrigada Cristina, gostei muito do seu comentário.
ResponderEliminarBoa semana.
Bjs
Grande poeta mesmo, José.
ResponderEliminarQue privilégio ter tido como mestre José Régio!
Grata pela visita.
Bjs
Obrigada José.
ResponderEliminarBoa semana para si também.
Bjs
É verdade, obrigada.
ResponderEliminarBjs
Se são, querida amiga!
ResponderEliminarBoa semana.
Bjs
Um poema muito profundo, mas com uma vista maravilhosa!
ResponderEliminarGosto muito de poesia, obrigada pela partilha
ResponderEliminarPoema intenso e profundo que me deliciou ler
ResponderEliminar.
Uma semana feliz
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Uma fotografia muito bela acompanhada de um poema muito bonito 😍
ResponderEliminarBeijo da Lurdes